Sabemos que a revalidação de diploma de cursos médicos se difere dos outros cursos superiores obtidos no exterior, onde na maioria dos casos a análise restringe-se apenas ao aspecto documental.  Mas, por que isto não se aplica para o curso de medicina?

Bem, vamos lá. O revalida visa aferir a equivalência curricular e definir a correspondência na aptidão para o exercício profissional da medicina no Brasil. Para isso, o exame deve ser considerado compatível com as exigências de formação das universidades brasileiras. Por isso, este exame é realizado em duas etapas, primeira – Avaliação Escrita e segunda – Avaliação de Habilidades Clínicas.

Segundo R. Epstein & E.M. Hundert competência em Medicina é o “uso judicioso e habitual, pelo profissional, da comunicação, do conhecimento, das habilidades técnicas, do raciocínio clínico, das emoções, valores e reflexões na prática diária, para benefício dos indivíduos e da comunidade aos quais ele serve”.

Sendo assim, além dos conhecimentos técnicos, o candidato deve desenvolver sua capacidade de comunicação, de controlar suas emoções, de integração do raciocínio clínico e de tomada de decisão, tudo o que for necessário na prática diária do exercício da profissão. É neste cenário bem mais complexo que é aplicado a segunda etapa “Avaliação de Habilidades Clínicas”.

 Na avaliação de habilidades clínicas, estruturada em um conjunto de 10 estações, nas quais, durante um intervalo de tempo determinado, os candidatos deverão realizar tarefas específicas, que podem incluir: investigação de história clínica, realização de exame físico, interpretação de exames complementares, formulação de hipóteses diagnósticas, estabelecimento de plano terapêutico, demonstração de procedimentos médicos, aconselhamento a pacientes ou familiares. As habilidades a serem avaliadas em cada estação são acompanhadas, por examinadores treinados, através de uma lista (check list), que detalha o desempenho esperado, o que permite a aplicação de um escore e a definição de um padrão aceitável de desempenho.

Sim, são muitos critérios a serem atendidos, mas estamos falando da saúde da nossa comunidade brasileira, e com saúde não se brinca né mesmo?  Então, o que se pode fazer a respeito? Já que sabemos que conhecimento técnico é importante, mas não é o suficiente.

Recomendamos que primeiro esteja consciente de que precisa desenvolver estas habilidades (como está lendo este artigo, já é um passo dado, parabéns rsrs), seja aproveitando os seus estágios ainda na faculdade, ou ainda por meio de simulações de atendimento, ou estágios extracurriculares (preferência no Brasil), estude quais as opções são possíveis para você desenvolver suas habilidades e estar preparado para o exame.

“Aprender significa modificar a conduta e não, simplesmente, acumular conhecimentos. ” (Tomás de Vilanova Monteiro Lopes)

Fonte: Ministério da Educação, Ministério da Saúde. Matriz de correspondência curricular para fins de revalidação de diplomas de médico obtidos no exterior.

Este artigo ajudou você de alguma maneira? Você já era consciente da necessidade de desenvolver estas habilidades? Comente aqui abaixo, ficamos muito felizes com a sua interação. Um abraço e até próximo poste.

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